segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Depoimento do Papa com relação a camisinha

A verdade sobre o depoimento do Papa com relação a camisinha


Foto do Artigo
Quando a informação desinforma:
 a Igreja liberou os preservativos?

Mais uma vez a mídia mundial cumpre seu papel de desinformante. Por todos os lados lêem-se manchetes afirmando que o papa liberou o uso dos preservativos, geralmente seguidas de comentários positivos em relação à “mudança” que fazem aumentar o grau de desinformação.

Como e por que isso ocorre? Simples. O Brasil é um país onde 75% da população é analfabeta funcional, ou seja incapaz de compreender adequadamente um texto de média extensão – como uma notícia de jornal. Isto, somado à invariável constante do tom sensacionalista das manchetes, significa que mesmo que o conteúdo da reportagem possa desmentir seu título – o que por si só mostra a má-fé do jornalista –, na prática o resultado da artimanha midiática acaba vencendo: o sensacionalismo falso da manchete passa à consciência coletiva como sendo verdade factual, ainda mais com o respaldo de certos mentirosos considerados formadores de opinião. Lembrando o ditado do dr. Göbbels, Ministro de Propaganda nazista, “a mentira quando repetida mil vezes se torna verdade”. Uma infinidade de exemplos semelhantes poderiam ser levantados sobre a aplicação desta técnica, o que mostra qual é o tipo de ética que impera nas redações e centrais de jornalismo em relação às pessoas ou instituições que querem difamar.

Trocando em miúdos: embora a posição da Igreja Católica permaneça a mesma, ou seja, que o preservativo não é a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV, o que foi introduzido na mente das pessoas é o contrário. Agora elas “sabem” que a Igreja apóia o uso, já que foi isso que “leram” nos jornais. E até quem nada leu ficará “sabendo”, pois obterá esta informação de terceiros que são ignorantes e/ou cúmplices na desinformação.

O que você, católico, catequista, ou qualquer um que ama a verdade pode fazer a respeito? A resposta é simples: busque-a por si mesmo. Procure a verdade nas fontes primárias – como documentos ou declarações originais, que não foram fragmentados ou tirados do contexto; na impossibilidade disso, opte por notícias de fontes secundárias confiáveis, e, na dúvida, compare-as com a Doutrina Católica (as Sagradas Escrituras, a Tradição Apostólica, o Catecismo da Igreja, etc.). Somente fazendo isso você não será vítima dos enganadores e estará em harmonia com os ensinamentos eclesiásticos.   

O que o papa realmente disse (original em Inglês):
 Tradução para o Português:
Geovani Németh-Torres
Historiador e escritor lavrense

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