quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Depois de 32 anos de serviços à sociedade amapaense, desembargador Dôglas deixa o Tribunal de Justiça

Por Mônica Costa
Jornal do Dia 

Um pai na justiça, extremante humano, inteligência rara, humildade ímpar, serenidade invejável e pai de dez filhos. Entre incessantes elogios mencionados à reportagem do Jornal do Dia, a saudade já fazia morada no meio de desembargadores, servidores públicos, autoridades do estado e amigos que prestaram as últimas homenagens a Dôglas Evangelista, ainda como desembargador do Tribunal do Justiça do Amapá. A solenidade de despedida do primeiro Desembargador e primeiro Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, ocorreu no Auditório CEAP na noite da última terça-feira, 12.  

Depois de 32 anos de serviços prestados à sociedade amapaense, o fundador do TJAP no estado se aposenta no completar de seus 70 anos de vida. Durante uma entrevista para Jornal do Dia, antes de iniciar a cerimônia, ele agradeceu o carinho de todos os servidores da justiça em especial do povo amapaense que sempre o acolheu. Ele revelou o elemento fundamental que tem como base para se viver bem.

Humildade 
“Eu vim de uma família humilde e desde cedo aprendi a ter humildade com as pessoas sem olhar a classe social”, revelou o desembargador.

Nascido na cidade de Barreiras, no Estado da Bahia, Dôglas contou que chegou ao Amapá ainda em Território, em 1981. E como juiz de direito fez nascer o tribunal de justiça a convite do primeiro governado do estado. “Foi um sonho realizado. São 32 anos nesta terra. Quando cheguei aqui ainda era território e como juiz, participei da transformação de território para estado. Eu fui convidado pelo governador Annibal Barcellos para montar o judiciário...”

E ainda emocionado, ele desejou o compromisso perene entre desembargadores que darão continuidade à justiça. “Eu quero que eles continuem o trabalho, para manter a justiça funcionando bem”, concluiu. 

Pai na Justiça
Para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, o desembargador Raimundo Vales, o desembargador Dôglas é uma verdadeira magnanimidade e unanimidade entre eles, além de ser um pai. “Para nós ele foi um paizão no judiciário, sempre harmonizou. Ele não guarda rancor, não guarda mágoa de ninguém, vai ser difícil ficar sem ele. Quando tínhamos algum problema pelo judiciário, ele sempre harmonizava com seu jeito calmo e equilibrado de ser, era o pacificador... e o sua qualidade marcante é a sua humildade. Ele nunca vai querer ser maior ou melhor que ninguém.” 

Humano
Para o desembargador aposentado Mário Gurtyev, a homenagem à ele tem ser mais merecida do que todos as outras. O Dôglas era o líder, o criador, ele realmente é uma pessoa diferente das outras é muito especial. Educou muito bem os seus filhos, eu só tenho valoração, ele e muito enérgico na hora de julgar, mas ele saber utilizar bem essa energia na hora de julgar.  Um ser fora de serio. O que mais me chama atenção em sua personalidade é a vontade de aplicara justiça com a humanidade. Ele é extremante humano.”

Sábio e Família 
A desembargadora Sueli Pini, ressaltou que além de ser sumamente exitoso profissionalmente Dôglas é um homem família.  "Eu sempre digo que a gente conhece um homem pela família que ele constrói, e ele construiu uma família incrível, poucas pessoas sabem que ele é pai de 10 filhos, mas a coesão entre irmão é o que mais me chama a atenção em sua família, embora sejam filhos de relacionamentos diferentes. O desembargador Dôglas está encerrando um ciclo com de uma forma virtuosa. Se eu já admiro o senhor, e admiro mais ainda com essa linda família.”

Segundo Sueli, há uma semana que muitas pessoas prestam homenagens, devido suas amizades e seu carisma com as pessoas. Ele falou de seu ponto marcante profissionalmente.  “Eu falo que ele tem uma inteligência rara, e uma inteligência antevisão das coisas, ele idealizou há 22 anos atrás essa Justiça que nós temos, o Judiciário vai sentir muita falta dele. Se eu pudesse dizer algo, eu diria Dôglas vai descansar porque o senhor merece mas podemos ir ao seu encontro para pedir conselhos? Olha que bonito. Ele só quis deixar no ultimo dia, hoje ele completou 70 anos. Eu foi uma dádiva trabalhar com a sua simplicidade e sabedoria, ele é um homem completo”, enalteceu. 

Serenidade invejável 
A amapaense Maria Dos Anjos, servidora do Tjap disse que teve o privilégio de trabalhar com ele desde quando chegou à Macapá. E que além das relações profissionais, a amizade foi primordial. “Foi uma honra trabalhar com Dôglas. Pois o TJap  deve tudo à ele.  Eu  fui secretaria dele por muitos anos. Eu admiro o seu companheirismo e sua serenidade em saber liderar a justiça”, disse.

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