Rascunho
Mônica Costa
Na última quinta-feira, 31,
Dia das Bruxas, a Polícia Federal paralisou suas atividades no Estado do Amapá.
A greve ocorreu durante 24 horas em todo o país, com objetivo de protestar
sobre as péssimas condições que a Instituição se encontra. Diversas reclamações
foram abordadas e a principal delas é a restruturação da carreira.
Em Macapá todos servidores
ficaram sentados em frente sede da PF, no bairro do Laguinho, eles estavam
rodeados de faixas descrevendo as reivindicações e com desejos de melhorias na
organização. De acordo com o presidente do Sindicado dos Policiais Federais no
Amapá, Augusto Almeida é grande o descaso do Governo Federal com os Policiais
Federais dos cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista.
Segundo Augusto Almeida, a
manifestação teve a finalidade de levar à conscientização da Sociedade. Já as
atividades consideradas urgentes do setor de atendimento ao público serão
preservadas, ou seja, a população não será prejudicada.
“A Federação Nacional dos
Policiais Federais (Fenapef), propôs em todo Brasil a paralização para chamar a
atenção da população com as mazelas da PF. Hoje a evasão de efetivo é muito
grande, desmotivação dos servidores também, e sem falar da falta de estrutura
nas fronteiras que têm prejudicado bastante o nosso trabalho. O que nós
queremos pautar urgentemente é a restruturação da carreira, isto é, que a nossa
carreira tenha começo, meio e fim. Infelizmente, acontece que algumas classes
chegam até uma parte, e outras classes conseguem chegar ao fim. Isso mostra a
falta de estrutura na PF. E por isso que estamos lutando também no Amapá.
Reivindicando planos de cargos e salários.” Recamou o presidente do sindicato.
No Brasil
A Fenapef afirmou que em
vários aeroportos das capitais cidadãos se vestiram de monstros, simbolizando o
Dia das Bruxas da Polícia Federal e distribuíram panfletos. Em outras cidades,
a concentração e panfletagem ocorreram em frente às unidades da PF. A pesquisa
atualizada com 1.732 agentes revelou que 94% dos policiais federais acreditam
que a atual falta de investimentos na PF é um castigo pelas investigações sobre
corrupção.
“No último dia 19, no
seminário “Terrorismo e os Grandes Eventos”, da Comissão de Relações Exteriores
e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e da Comissão Mista de Controle de
Inteligência do Congresso Nacional, vários especialistas de diversas agências
de segurança pública foram unânimes ao afirmar que o Brasil tem risco efetivo
de atentados terroristas. O Brasil tem sido foco de assistência do Departamento
de Estado Norte-Americano, por conta da Copa do Mundo e das Olimpíadas.”
Informou a Fenapef.
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